segunda-feira, 22 de abril de 2013

Lindalva.


          “Pom-Pom, com quem você quer conversar? Com a garota da esquerda, ou com a senhora da direita?”
            Foi assim que começou a noite. Pela primeira vez tive uma “pupila” e pude dar algumas dicas sobre o quê conversar, como chegar, como sentir o clima do local... Mas reparei ali que não podia ensinar como se entregar e que isso era algo que vinha de cada um.
            Dona Lindalva, de 54 anos, é uma mulher de família grande... Teve dois maridos, quatro filhos – três homens, e uma mulher – e muitos netos. Diz parecer mais velha por conta dos trabalhos que teve: trabalhou na roça, com produtos de limpeza e em asilos.
            Quando parou nos asilos, falou tudo com muito amor, saudade, carinho... É uma mulher que tem o coração maior que o peito.
            Depois, enquanto nos contava sua vida, sorria ao lembrar das paqueras na praça de Altinópolis e do namoro à sombra das árvores... E ao contar seus causos no Hospital – principalmente o da calcinha -, percebi que aquela era uma mulher que sabia ver o lado bom das coisas, e que tinha o riso como seu aliado.
            Sabia que ela logo sairia de lá... E ela também sabia disso. Por isso rimos... A noite inteira!

2 comentários:

  1. sorrir é o melhor remédio para curar as dores da alma.


    Isadora Rodrigues

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  2. Concordo em gênero, número e grau!

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