“Pom-Pom,
com quem você quer conversar? Com a garota da esquerda, ou com a senhora da
direita?”
Foi assim que começou a noite. Pela
primeira vez tive uma “pupila” e pude dar algumas dicas sobre o quê conversar,
como chegar, como sentir o clima do local... Mas reparei ali que não podia
ensinar como se entregar e que isso era algo que vinha de cada um.
Dona Lindalva, de 54 anos, é uma
mulher de família grande... Teve dois maridos, quatro filhos – três homens, e
uma mulher – e muitos netos. Diz parecer mais velha por conta dos trabalhos que
teve: trabalhou na roça, com produtos de limpeza e em asilos.
Quando parou nos asilos, falou tudo
com muito amor, saudade, carinho... É uma mulher que tem o coração maior que o
peito.
Depois, enquanto nos contava sua
vida, sorria ao lembrar das paqueras na praça de Altinópolis e do namoro à
sombra das árvores... E ao contar seus causos no Hospital – principalmente o da
calcinha -, percebi que aquela era uma mulher que sabia ver o lado bom das
coisas, e que tinha o riso como seu aliado.
Sabia que ela logo sairia de lá... E
ela também sabia disso. Por isso rimos... A noite inteira!

sorrir é o melhor remédio para curar as dores da alma.
ResponderExcluirIsadora Rodrigues
Concordo em gênero, número e grau!
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