Conversei
pouco com o Seu Sebastião, que me jurava ter por volta de 10 anos de idade. De
acordo com sobrinho, ele teria quase 83.
Enquanto estava lá, meu anjo Rafael
me chamou, para matar a saudade.
Disse que ia recitar um poema para
mim – pena que não o entendi por completo, só algo como “Se você for embora,
escreva uma carta para mim. Se não tiver papel, escreva nas asas de um
canarinho” -, mas tudo bem não ter entendido tudo, porque o principal vinha
logo a seguir.
- Ah, que lindo! O senhor só me
recitou este poema porque me ama... – eu disse sorrindo.
- Amo mesmo... Do fundo do meu
coração. – respondeu.
Ah, que coisa mais deliciosa de se
ouvir.
Saindo de lá, deixando meu anjo,
e o gatão do Seu Sebastião, fui para outro quarto, convocada por um outro colega palhaço, para
conversar com uma mulher.
Renata, 40 anos, ex-diarista,
diabética – e mais uns 13 problemas aí.
Me contou sobre sua filha Rafaela,
seu ex-marido, pai de Rafaela, sua
mãe, sua irmã, seu
“paquera” de 12 anos, motorista, dono de um cachorrinho fofo, sua amiga,
que lhe dá abrigo e ajuda e sobre seu sonho de ter sido farmacêutica.
Sobre sonhos... E sonhos...
Neste quarto, cumprimentei Seu João,
marido apaixonado de D. Teresa e D. Laurinda, que disse estar com saudade de
mim. Que delícia!
E a música hoje pareceu um luau...
Tão leve, tão animada e tão contagiante...
E saindo de lá, já as 19h30, corri
com a música para a Oncologia, onde mais 3 homens nos
esperavam para se divertir um pouco.
No outro quarto, preferimos não
cantar... O clima estava muito pesado.
O dia foi bem diferente do que estou
acostumada... Cheio de luz, muito amor sendo emanado. Me senti leve, e meu
coração bateu mais feliz.
O FelizIdade me salvou nesse dia.

Quanto amor Marina, que lindo de se ler!
ResponderExcluirBeijos!
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ResponderExcluirMuito obrigada, Gaby!