quinta-feira, 25 de abril de 2013

Sebastião, Renata.


          Conversei pouco com o Seu Sebastião, que me jurava ter por volta de 10 anos de idade. De acordo com sobrinho, ele teria quase 83.
            Enquanto estava lá, meu anjo Rafael me chamou, para matar a saudade.
            Disse que ia recitar um poema para mim – pena que não o entendi por completo, só algo como “Se você for embora, escreva uma carta para mim. Se não tiver papel, escreva nas asas de um canarinho” -, mas tudo bem não ter entendido tudo, porque o principal vinha logo a seguir.
            - Ah, que lindo! O senhor só me recitou este poema porque me ama... – eu disse sorrindo.
            - Amo mesmo... Do fundo do meu coração. – respondeu.
            Ah, que coisa mais deliciosa de se ouvir.
            Saindo de lá, deixando meu anjo, e o gatão do Seu Sebastião, fui para outro quarto, convocada por um outro colega palhaço, para conversar com uma mulher.

            Renata, 40 anos, ex-diarista, diabética – e mais uns 13 problemas aí.
            Me contou sobre sua filha Rafaela, seu ex-marido, pai de Rafaela, sua mãe, sua irmã, seu “paquera” de 12 anos, motorista, dono de um cachorrinho fofo, sua amiga, que lhe dá abrigo e ajuda e sobre seu sonho de ter sido farmacêutica.
            Sobre sonhos... E sonhos...
            Neste quarto, cumprimentei Seu João, marido apaixonado de D. Teresa e D. Laurinda, que disse estar com saudade de mim. Que delícia!
            E a música hoje pareceu um luau... Tão leve, tão animada e tão contagiante...
            E saindo de lá, já as 19h30, corri com a música para a Oncologia, onde mais 3 homens nos esperavam para se divertir um pouco.
            No outro quarto, preferimos não cantar... O clima estava muito pesado.
            O dia foi bem diferente do que estou acostumada... Cheio de luz, muito amor sendo emanado. Me senti leve, e meu coração bateu mais feliz.
            O FelizIdade me salvou nesse dia.

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