quinta-feira, 25 de abril de 2013

José Rafael.


              - Seu Rafael? Nome de anjo. – eu disse.
            E um sorrisão enorme e cheio de luz apareceu para eu ver que aquele não era apenas um nome de anjo, mas sim, um anjo inteiro.
            Com 63 anos, meu anjo da guarda do Hospital das Clínicas resolveu me cantar uma música de Jacó e Jacozinho, chamada Cavalo Enxuto.
            E não só cantar, como também contar, resolveu me mostrar o outro lado do amor. O lado que machuca. Me contou que saiu do centro do Brasil e veio para Ribeirão por conta de sua ex-mulher, que lhe traiu ao chegar nesta cidade.
            E não é que homem também sofre por amor?
            E enquanto eu dançava – como uma dama, de vermelho, segundo ele -, ele me olhava sorrindo. Era um anjo mesmo.
            O meu anjo.

2 comentários:

  1. Ele não é só o seu anjo, mas também o meu.
    Hoje passei prá dar um oizinho prá ele, ele disse que se lembrava de mim, o que achei um máximo por ter passado por anestesia geral e tudo mais, e perguntou como eu estava, disse que tinha sentido minha falta na quarta feira passada. Ele é realmente um anjo, um amor!
    É incrível como eu me apeguei nele, é muito amor mesmo!
    Espero que ele sare, saia do HC e viva mais uns 40 anos, hahaha (:
    Ótima história. Te amo!

    Karina.

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  2. Dá pra sentir de longe que ele é uma pessoa especial, né?
    A torcida está grande para esse anjo sair logo do HC e viver MUITOOO mais!!

    Te amo!

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