quinta-feira, 6 de junho de 2013

Airton e Teresa.


         Que dia triste hoje no Feliz.
      Recebi, com muito pesar, a notícia que dois senhores, os quais eu tinha muito apreço, haviam falecido.
       Seu Airton e D. Teresa não resistiram aos efeitos da hospitalização.
         O Feliz perdeu a cor naquele dia. Eu perdi um pouco do sorriso... Das forças.
       Como continuar com a mesma leveza?
     A visita se desenrolou, novos idosos ocuparam seus lugares, mas meu sorriso estava menos feliz. Não tanto pelos que descansaram, mas mais por suas famílias, que conversavam comigo e me olhavam com esperança de que eu pudesse ajuda-los, de que aquela situação pudesse mudar comigo por perto.
            Sempre tive essa sensação.
            Por pior que a situação estivesse, os familiares e amigos me olhavam com aquele clima de que não importava a tristeza momentânea, porque a vida sempre continuava... O bom, o bonito e o bem, ainda estavam por lá.
            Como se fôssemos a mágica em pessoa, a prova viva da felicidade.
            E sendo assim, é como se eu tivesse falhado com eles. É como se eu, por mais que representasse o bem, a alegria, as coisas boas, fosse impotente diante da morte, diante da dor.
            Foi a primeira vez que parei para pensar nisso... E me doeu.

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