Que dia triste hoje no Feliz.
Recebi, com muito pesar, a notícia
que dois senhores, os quais eu tinha muito apreço, haviam falecido.
Seu Airton e D. Teresa não
resistiram aos efeitos da hospitalização.
O Feliz perdeu a cor naquele dia. Eu
perdi um pouco do sorriso... Das forças.
Como continuar com a mesma leveza?
A visita se desenrolou, novos idosos
ocuparam seus lugares, mas meu sorriso estava menos feliz. Não tanto pelos que
descansaram, mas mais por suas famílias, que conversavam comigo e me olhavam
com esperança de que eu pudesse ajuda-los, de que aquela situação pudesse mudar
comigo por perto.
Sempre tive essa sensação.
Por pior que a situação estivesse,
os familiares e amigos me olhavam com aquele clima de que não importava a
tristeza momentânea, porque a vida sempre continuava... O bom, o bonito e o
bem, ainda estavam por lá.
Como se fôssemos a mágica em pessoa,
a prova viva da felicidade.
E sendo assim, é como se eu tivesse
falhado com eles. É como se eu, por mais que representasse o bem, a alegria, as
coisas boas, fosse impotente diante da morte, diante da dor.
Foi a primeira vez que parei para
pensar nisso... E me doeu.

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